domingo, 27 de maio de 2012

JOHN DEWEY

Fernanda Vendas
               Mariana Ramalho

"A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.”

Biografia
             John Dewey nasceu em Burlington, principal cidade do estado de Vermont, em 20 de outubro de 1859.
            Sua infância e juventude foram marcadas por um estilo de escolarização desinteressante e desestimulante; grande parte de sua educação foi percebida por ele como tendo sido realizada fora dos limites estreitos da escola.

            Aos 15 anos ingressou na faculdade de Vermont, aonde cursou uma disciplina de Filosofia e ficou impressionado com as idéias de T. H. Hurxley a respeito das teses darwinistas. Graduou-se em Artes 1879 e exerceu as funções de professor do secundário durante dois anos.

            Em Setembro de 1882 deixou o ensino e retornou à universidade para estudar Filosofia, na Universidade John Hopkins, onde obteve o doutoramento em 1884, com uma tese a respeito da Psicologia de Kant.

            Dewey iniciou sua carreira profissional em 1884 na Universidade de Michigan, onde permaneceu até 1894. O ambiente democrático dessa instituição, que incentivava as responsabilidades e a liberdade dos jovens diante do sistema de ensino, contribuiu para formar um dos pilares do pensamento deweyano.

            A partir da década de 1890, Dewey esteve em contato muito próximo com as idéias de G. H. Mead e adotou essas idéias, integrando-as, mais tarde, à sua filosofia. Este considerava que a função do cérebro e do sistema nervoso era regular as relações do organismo com os fatores objetivos da vida; ele se opunha às concepções que isolavam o organismo das determinações do ambiente em que se situa, preferindo enxergar a dependência mútua entre ambos.

            Dewey, influenciado pelas idéias de W. James, reorientou seu pensamento filosófico. As teses psicológicas de James representavam um rompimento com a tradição atomista da Psicologia de então; ao invés de tratar o pensamento como sendo constituído por idéias e sensações situadas em compartimentos estanques, ele sugeria que a consciência é melhor descrita quando se utiliza a noção de "continuidade", que implica em estados transitórios, "processos".

            Tanto James como Mead, apesar de certas divergências, sustentavam a idéia de que a mente era uma instância de mediação entre o organismo e o meio social.

            William James, George H. Mead, Charles S. Pierce e John Dewey são considerados os fundadores do pragmatismo. Descrença no fatalismo, e a certeza de que só a ação humana movida pela inteligência e pela energia, pode alterar os limites da condição humana.

(Situação histórica: eles foram testemunhas do avanço dos colonizadores em direção ao oeste e da consequente luta pelo desbravamento deste território inóspito; vivenciaram a experiência das transformações sociais e tecnológicas, além do esforço em prol da construção de um sistema político democrático.)

            Em 1894 ingressou na Universidade de Chicago, aonde organizou um laboratório de ensino para verificar a aplicabilidade prática de suas idéias filosóficas e psicológicas, no terreno da educação.

            Em 1904, Dewey rompeu com a Universidade de Chicago. Da época em que esteve lá, escreveu: Meu credo pedagógico (1897), Escola e sociedade (1899), A criança e o currículo (1902) e A situação educacional (1902).

            Em 1905 ingressou na Universidade de Columbia; deste período, entre outros trabalhos, são: Democracia e educação (1916), Ensaios sobre lógica experimental (1916), Reconstrução em filosofia (1920), Experiência e natureza (1925) e A busca da certeza (1929).

            John Dewey faleceu em Nova Iorque, dia 1º de junho de 1952, aos noventa e dois anos. 

Ideias pedagógicas
       John Dewey é um dos grandes nomes da corrente filosófica denominada Pragmatismo, embora ele mesmo prefira definir como Instrumentalismo.
O Pragmatismo adota como critério da verdade a utilidade prática. Essa é a ideia central da pedagogia de Dewey, de que a prática é condição necessária à aprendizagem significativa.
Dewey foi um grande defensor da prática e da democracia na educação, após a revolução industrial, que trouxe tantos avanços ideológicos, sociais e políticos, mas que não influenciavam na educação, ele acreditava que eram necessárias mudanças também na forma de pensar e atuar na escola.
Diante disso, Dewey caracteriza a importância da prática para a construção do conhecimento. Para ele, todo saber precisa ser praticado, pois é a partir da prática cotidiana que os indivíduos aprendem.
Mais que isso, Dewey acredita na problematização para a construção de saberes. Para ele, quando nos deparamos com uma situação adversa ea problematizamos, colocando-a em questão, surgem indagações e ideias que, a partir de repetidas tentativas, na busca pela solução, serão capazes de gerar um conhecimento significativo.
No ato de problematizar, a troca de informações, os debates e impasses entre os indivíduos serão enriquecedores, contribuindo ainda mais para a aprendizagem. É pensando, questionando e principalmente agindo sobre o problema que construímos os conhecimentos. Sem nenhum detrimento ao currículo ou ao papel do educador, o professor deve apresentar os conteúdos em forma de questões, para que sejam explorados, vivenciados, problematizados e por fim confrontados com o conhecimento sistematizado.
É uma prática pautada na liberdade. Liberdade de ser, pensar, agir... A criança é livre para refletir e, só a partir da prática reflexiva é que ele poderá transformar seu meio.
A democracia é valorizada com prática necessária, na qual as crianças são estimuladas a pensar por si mesmas, tomando decisões coletivamente e trocando experiências. Para ele, a escola deve representar a sociedade, como um âmbito da comunidade, e não apenas uma preparação para ela.
Dewey inspirou o movimento da Escola Nova no Brasil, amplamente divulgado por Anísio Teixeira.

Implicações na Educação Infantil
·        Criança autônoma para pensar e agir;
·        Incentivo ao ato de questionar;
·        Valorização dos debates, trocas de experiências e decisões coletivas;
·        Criança cidadã;
·        Conexão entre prática e teoria;
·        Olhar investigativo, explorador, questionador;
·        Incentivo à criatividade e livre criação;
·        Relação da criança com o meio;
Conhecimento construído, e não adquirido.

Bibliografia 
Cunha, Marcus Vinícius da. John Dewey: uma filosofia para educadores em sala de aula. Ed. Vozes, 1994.

Moreira, Carlos Otávio Fiúza. Entre o indivíduo e a sociedade: um estudo da filosofia da educação de John Dewey. Bragança Paulista, EDUSF, 2002.

Pitombo, Maria Isabel Moraes. Conhecimento, valor e educação em John Dewey. São Paulo, Pioneira, 1974.

Vídeo: John Dewey – Breve vida e obra
Acesso em: 19.05.2012 às 18h 27min

Acesso em:22.05.2012, às 22h 12min

Acesso em: 25.05.2012, às 20h 45min.

Acesso em: 26.05.2012, às 17h 30min.

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